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Al igual que la mas grande ciudad de sur América Sao Paulo, o Curitiba que comenzó con este sistema llamándolo de metro de superficie siendo desde los años 80 la ciudad modelo de Brasil, en Buenos Aires se inaugura el “Metrobus” Circulará por la avenida Juan B. Justo, por carriles  exclusivos. Este sistema que se cree que fue creado por el Prefeito (Intendente) de Curitiba  El arquitecto brasileño Jaime Lerner, tres veces intendente de Curitiba, ex gobernador de Paraná por dos periodos .

Luego fue copiado por decenas de países del mundo ,este modelo de servicio publico gano adeptos en todo el mundo por el tiempo que se gana entre ida y vuelta en las grandes Metrópolis llegando en ciudades como Sao Paulo , reducir el tiempo de recorrido en hasta 30 minutos sin contar que dobla casi triplica la cantidad de usuarios en cada Metrobus .

 lea la nota abajo de

Reader's Digest Seleções. Abril de 1998.

 

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O prefeito que construiu a Cidade Brasileira do Futuro
Margo Pfeiff
Matéria publicada em Reader's Digest Seleções. Abril de 1998.


Ao buscar soluções inovadoras para problemas crônicos da cidade, Jaime Lerner realizou alguns dos sonhos dos curitibanos.

- Jaime! Jaime! - gritam as crianças que correm para ele. - Você nos dá um autógrafo?

Ele passeia por floridas ruas de pedestres, no bairro histórico calçado de pedras, enquanto pessoas saem dos cafés para apertar a mão desse homem robusto e grisalho.

"Você fez um grande trabalho", dizem-lhe. Os carros buzinam e os motoristas acenam. Nos pára-choques, há adesivos onde se lê: "Eu amo Jaime."
Embora seja tão popular quanto uma estrela de cinema, Jaime Lerner, 60 anos, é na verdade um político.

No final de seu mandato como prefeito de Curitiba, em janeiro de 1993, as pesquisas registraram aprovação sem precedentes de 97%, por realizações na cidade que pareciam verdadeiros milagres.
Com 1,5 milhão de habitantes, Curitiba, capital do Estado do Paraná, é a décima maior cidade do Brasil. Suas ruas são limpas e seguras, com relativamente pouco tráfego de automóveis.

A mortalidade infantil caiu nos últimos anos para 20 mortes por mil habitantes e a ocorrência de homicídios é a mais baixa entre as grandes cidades brasileiras. As crianças de rua e os moradores das favelas recebem muita assistência e mais pessoas reciclam o próprio lixo do que em qualquer outras cidade do mundo. "Curitiba é um modelo para o primeiro mundo, não apenas para o terceiro", diz Michael Cohen, consultor do Banco Mundial em Washington, D.C.

Há três décadas, com a agricultura mecanizada levando dezenas de milhares de camponeses a se amontoarem nas cidades, a falta de moradia e emprego em Curitiba ocasionou o surgimento de favelas na periferia da cidade poluída. Para lidar com a situação, as autoridades municipais convocaram uma equipe de jovens arquitetos e urbanistas a fim de traçar novo plano para a cidade.

Entre eles estava Jaime Lerner, diretor da Escola de Arquitetura de Curitiba e filho de um judeu polonês, comerciante de roupas. Mas, cinco anos depois, nenhum dos novos planos apresentados ao Conselho Municipal havia sido implementado. Em janeiro de 1971, o governador do Estado, de repente, nomeou Lerner, então com 33 anos, prefeito da cidade. "Agora temos nossa chance de fazer mudanças reais!", disse Lerner aos colegas.

Ele sabia que tinha que conquistar rapidamente a confiança das pessoas. Indicado para um cargo público pela ditadura militar, podia perder o emprego de prefeito tão subitamente como o conquistara. Preocupava-se com o fato de Curitiba ter mais carros por habitante do que qualquer outra cidade brasileira. "Quanto menos importância se dá aos carros", disse Lerner, "melhor se torna a cidade para as pessoas." Detalhado plano foi elaborado.

Em pleno inverno, bem tarde na noite de 20 de maio de 1972, um comboio de caminhões da Prefeitura chegou à Rua XV de Novembro, principal avenida comercial no coração econômico de Curitiba.

Passantes noturnos ficaram intrigados ao ver placas de madeira que indicavam desvios serem colocadas para redirecionar o tráfego. Quando o amanhecer dissipou a neblina, centenas de operários com britadeiras e carrinhos de mão já tinham retirado o asfalto da rua enquanto outros, de joelhos, cobriam o chão de pedras portuguesas - as pequenas pedras cúbicas pretas e brancas que formam ondas e padrões geométricos, típicos das calçadas brasileiras.

O trabalho prosseguiu em ritmo frenético durante o fim de semana. Bancos de madeira foram colocados junto a canteiros floridos e árvores foram plantadas. Quando os primeiros comerciantes chegaram na manhã de segunda-feira, ficaram atônitos diante da recém-criada área de pedestres de três quarteirões.
Jaime Lerner estava lá para recebê-los.

"Dêem 30 dias de crédito a esse plano", pediu aos comerciantes e compradores que receavam que os negócios se evaporassem. "Depois me digam o que acham". As pessoas encheram as ruas e o comércio se revitalizou no decadente centro da cidade. Antes do fim da semana, uma petição chegou à mesa de Jaime Lerner, assinada por todos os comerciantes da Rua XV de Novembro, pedindo, que "por favor, fechassem aos carros também os dez quarteirões restantes".

Para estimular a economia em declínio de Curitiba, Lerner criou uma cidade industrial de 43 quilômetros quadrados, a dez quilômetros do centro. Insistiu em que apenas empreendimentos que não agredissem o meio ambiente fossem aceitos e impôs rígidas normas antipoluentes. Conjuntos residenciais foram construídos próximos ao complexo, assim como vários parques.

Hoje há uma lista de espera de empresas de todo o Brasil interessadas em se mudar para Curitiba.

Sem verba extra para novas áreas de parque, Lerner aprovou emenda que forçava as empresas a deixarem verde um terço da área de qualquer projeto, em troca de concessões em outros zoneamentos. Da mesma forma, os empresários foram persuadidos com incentivos fiscais a não operar nas áreas adjacentes aos parques existentes.

Lerner manteve os curitibanos envolvidos nas melhorias da cidade, incentivando-os a plantar árvores. Distribuiu mudas e os cidadãos começaram a plantar numa proporção de 60 mil pinheiros e árvores tropicais nativas por ano.

Um tapete de brilhantes flores púrpuras se espalha sobre o chão enquanto ando com Jaime Lerner no Parque Barigui, na periferia.

Para deleite das criancas, um rebanho de ovelhas é mantido pela cidade para que a grama esteja sempre aparada. Dezenas de parques como esse são interligados por quilômetros de ciclovias que os curitibanos usam para correr, passear e ir de bicicleta para o trabalho.

Lerner gosta de começar a manhã com a usual caminhada. "Se eu não andar pela cidade", diz ele, "como vou saber o que é necessário".

Talvez sua principal idéia tenha sido uma forma de lidar com os problemas de tráfego. Para afastar do centro da cidade os populosos prédios de escritórios, transformou grandes avenidas que já existiam em cinco eixos principais de trânsito - irradiando-se como os raios de uma roda a partir do centro da cidade.
"O sonho da cidade melhor já é uma visão na mente dos habitantes. Tudo o que um prefeito tem de fazer é se alimentar desses sonhos".

Leis encorajaram as construções de altos prédios ao longo desses eixos, ao lado de lojas e residências. Os curitibanos não precisam mais ir de carro até o centro para fazer compras.

Lerner e sua equipe optaram por não construir um dispendioso metrô para o transporte público. Em vez disso, idealizaram plano simples de faixas exclusivas para ônibus no centro dos cinco eixos e ao longo de cinco outras avenidas que correm em círculos crescentes em torno do centro. Imunes aos engarrafamentos, os ônibus rapidamente levam as pessoas a seus destinos.

Quando Lerner terminou seu segundo mandato como prefeito em 1983, dedicou-se à consultoria. Mas em 1988 os generais se retiraram e a democracia foi reinstituída. Convidado a concorrer a prefeito nas eleições municipais em Curitiba, Lerner conquistou o terceiro mandato com vantagem arrasadora.

Primeira vez eleito pelo povo, foi como se o enérgico prefeito tivesse estocado um patrimônio de idéias durante os anos fora do osto. Assim que tomou posse novamente, os projetos se sucederam rápida e furiosamente.

Na época, o sistema de transporte público se desdobrava para atender à demanda. Jaime criou um novo conceito, espécie de metrô de superfície. Ônibus articulados capazes de transportar 270 passageiros param em modernas "estações-tubo", construídas ao nível da porta do ônibus. As portas do ônibus e da estação se abrem simultaneamente e os passageiros embarcam e desembarcam ao mesmo tempo. Não há escadas para subir e os passageiros pagam numa roleta, na entrada do tubo.

O sistema de ônibus Ligeirinho começou a operar em abril de 1991. Passando de quatro em quatro minutos na hora do rush numa rede de 250 quilômetros, os ônibus são tão eficientes que hoje 75% dos moradores usam o transporte público - mais do que em qualquer outra cidade das Américas, no norte ou no sul do continente. Tão conveniente como o metrô, o sistema Ligeirinho é 200 vezes mais barato e pode ser instalado em seis meses. E paga o próprio custo - raridade em sistemas urbanos de trânsito.

As favelas são uma realidade na maioria das cidades e Curitiba não é exceção. Cerca de 8% dos curitibanos vivem na pobreza. Mas as favelas aqui são diferentes das que existem na maioria das cidades sul-americanas. Uma das razões é a iniciativa de Lerner chamada Câmbio Verde. Para ver isso em ação, fui de carro até Vila Verde.

Embora essa seja uma das áreas mais pobres da cidade, as ruas estreitas são limpas, há eletricidade e água limpa. Paramos ao lado de uma lixeira, entre barracos de madeira.

Com um velho boné, a funcionária do Câmbio Verde segura a prancheta e uma porção de pequenos tíquetes. Ela conta o número de sacolas plásticas cheias de lixo trazidas pelos moradores em carrinhos de mão de madeira. "Antes do Câmbio Verde, não se podia andar nas ruas, de tanto lixo", diz ela, entregando mais quatro tíquetes.

Os moradores trocam os tíquetes por comida extra, que a Prefeitura adquire a baixo preço dos fazendeiros e distribui pela comunidade. As pessoas conseguem os ovos, as bananas e o feijão tão necessários à sua dieta. Desde que o programa começou, em 1989, a necessidade de consultas médicas caiu em todas as comunidades participantes. Doenças existentes em outras favelas sul-americanas são raras em Curitiba.

Graças a educação pública e ao apoio da Prefeitura, mais de 70% da população de Curitiba separa papel, vidro, plástico, metal e lixo orgânico em casa, atenta ao som do sino de latão dos caminhões verdes que passam semanalmente e reciclam o lixo.

A usina de reciclagem de lixo da cidade está situada em meio a uma floresta de pinheiros, a alguns minutos de carro fora de Curitiba. As máquinas são feitas de equipamentos doados pelas indústrias. A classificação e embalagem de plásticos, vidro e papel são serviços executados por cem empregados - alcoólatras e viciados em drogas em recuperação. Os itens recicláveis já classificados são vendidos para a indústria e 80% do lucro destina-se à assistência a crianças pobres de Curitiba.

Por fazer de Curitiba um exemplo de cidade auto-suficiente, Jaime Lerner ganhou o diploma de honra do Centro de Assentamentos Humanos das Nações Unidas (United Nations Centre for Human Settlements), em 1992.

Em 1o de janeiro de 1993, Jaime Lerner saiu de seu escritório na Prefeitura pela última vez, mas não saiu da vida de Curitiba. Em novembro de 1994, foi eleito governador do estado do Paraná. Também criou o Instituto Jaime Lerner, centro intensivo de pesquisas sobre planejamento urbano, que entre outras iniciativas, reúne prefeitos de cidades de tamanho semelhante para trabalhar na solução de problemas comuns.

O bom senso defendido por Jaime Lerner está possibilitando nova abordagem de problemas urbanos que pareciam sem solução. Albert Appleton, ex-diretor do Departamento Ambiental da Cidade Nova York, diz: "Se há uma cidade-modelo para o futuro, é Curitiba".

"O sonho da cidade melhor já é uma visão na mente dos habitantes", diz Lerner. "Tudo o que um prefeito tem de fazer é se alimentar desses sonhos."

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